Música que é sucesso na voz de Alceu Valença há 30 anos, tendo sido lançada pelo cantor e compositor pernambucano no álbum Anjo avesso (1983), Anunciação (Alceu Valença) foi escolhida para promover o segundo CD de Ellen Oléria. Com lançamento previsto para o fim deste mês de junho de 2013, em edição da Universal Music, o álbum Ellen Oléria inclui no repertório duas músicas de Jorge Ben Jor, Taj Mahal (1972) e Zumbi (1974). Entre inéditas autorais como Não-lugar, a cantora e compositora de Brasília (DF) dá voz a músicas como Aqui é o país do futebol (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1970), entre outros temas do MPB.
Notas Musicais
Um guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, forró, soul, rap, blues, sertanejo e clássico. Atualizado diariamente. De domingo a domingo. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto do blog em qualquer veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem prévia autorização do autor do blog.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Simone grava no Rio, no estúdio da Biscoito Fino, CD produzido por Zélia
Sob sigilo, Simone prepara no estúdio da gravadora Biscoito Fino, no Rio de Janeiro (RJ), o álbum comemorativo de seus 40 anos de carreira. Previsto para ser lançado no segundo semestre de 2013, o disco está sendo arquitetado por Simone com Zélia Duncan, cantora com quem a Cigarra já gravou o CD e DVD Amigo é casa (Biscoito Fino, 2008), registro do show de 2006 que reuniu as cantoras no palco. Zélia - vista com Simone na foto de Cristina Granato - participa da produção e da seleção de repertório do disco, refazendo conexão fonográfica iniciada há oito anos com duetos gravados para o CD e DVD Simone ao vivo (EMI Music, 2005).
Tudo se transforma: Zizi inclui canção de Chico no roteiro de show no Rio
Tudo se transformou. O título do show que deu origem ao quarto registro ao vivo de Zizi Possi - a ser lançado em CD e DVD pela reativada gravadora Eldorado no segundo semestre de 2013 - está em sintonia com as mudanças sutis sofridas pelo roteiro estreado pela cantora em fevereiro de 2012 em apresentação no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo (SP). No show que Zizi fez no Teatro Bradesco do Rio de Janeiro (RJ), em 16 de junho de 2013, a novidade do roteiro foi De todas as maneiras, canção de Chico Buarque, lançada por Maria Bethânia no álbum Álibi (1978). Zizi - vista em foto de Rodrigo Amaral - deu voz a músicas como Contrato de separação (Dominguinhos e Anastácia) e a inédita No vento (Necka Ayala) na companhia de trio que incluiu o baterista Jurim Moreira. As always, Zizi deu show!!!!
Jay-Z anuncia álbum que sairá em julho via aplicativo de marca de celular
Extraída do vídeo que anuncia o 12º álbum de Jay-Z, a foto acima flagra o rapper norte-americano em estúdio durante a gravação de Magna carta holy grail. O disco vai estar disponível para download gratuito a partir de 4 de julho de 2013 em aplicativo que vai poder ser acessado somente por usuários de celular de uma marca específica. Mais tarde, o álbum - gravado com colaborações de Rick Rubin, Pharrell Williams, Timbaland e Swizz Beatz - vai chegar ao mercado convencional. "Magna carta holy grail versa sobre a dualidade de navegar pelos caminhos do sucesso, com as falhas, e continuando a ser você mesmo", conceitua Jay-z.
domingo, 16 de junho de 2013
Eis a capa do autoral CD Jorge Ailton apresenta canções em ritmo jovem
Esta é a capa de Jorge Ailton apresenta canções em ritmo jovem, segundo álbum do cantor, compositor e baixista carioca Jorge Ailton. Com repertório essencialmente autoral e com a participação de Lulu Santos, o sucessor de O ano 1 (2010) vai chegar às lojas em julho de 2013. Eis as 13 músicas (e seus respectivos compositores) do CD produzido por Alexandre Vaz:
1. De repentemente (Jorge Ailton, Alexandre Vaz e Mila Bartilotti)
2. No alto (Jorge Ailton)
3. Uma noite fria (Jorge Ailton, Alexandre Vaz e Kassin)
4. Chega de longe (Jorge Ailton, Alexandre Vaz e Lulu Santos)
5. Amanhecer (Jorge Ailton, Alexandre Vaz e Mila Bartilotti)
6. Criança (Marina Lima)
7. Vida pequena de um grande amor (Jorge Ailton e Ronaldo Bastos)
8. Dó (Jorge Ailton)
9. Blues de um gigolô (Jorge Ailton e Daniel Lopes)
10. O pequeno rei (Jorge Ailton)
11. Charme nenhum (Jorge Ailton, Alexandre Vaz e Lourenço Monteiro)
12. Au revoir arrivederci (Jorge Ailton e Rodrigo Bittencourt)
13. Sustentável (Jorge Ailton)
'In Rio' requenta a bossa tipo exportação de Bebel em DVD sem brilho
Resenha de CD e DVD
Título: In Rio
Artista: Bebel Gilberto
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: * * 1/2
Título: In Rio
Artista: Bebel Gilberto
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: * * 1/2
O título In Rio deixa claro o principal destino do primeiro DVD de Bebel Gilberto. A ideia foi requentar a bossa tipo exportação dessa cantora e compositora nascida nos Estados Unidos em 1966, mas de vivência carioca. Sob direção musical de Kassin e Liminha, Bebel recicla músicas de seus quatro álbuns de estúdio com leve ênfase no repertório do primeiro, Tanto tempo (2000), disco fundamental na carreira da artista e na apresentação de um estilo de bossa eletrônica que seria imitado à exaustão. A ponto de já soar déjà vu. Tanto que In Rio prioriza sons orgânicos na formatação de músicas como Bananeira (João Donato e Gilberto Gil, 1975) e Samba da benção (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1965). Justiça seja feita: resulta bonita a filmagem do show feito a céu aberto em 5 de dezembro de 2012, em palco armado na Praia do Arpoador, cartão-postal do Rio de Janeiro (RJ) onde Bebel deu os primeiros passos artísticos no Circo Voador. A beleza natural da cidade emoldura a apresentação. Contudo, nenhuma paisagem disfarça o fato de o canto de Bebel soar opaco e de o repertório em si também ter pouco brilho quando a artista canta músicas de sua própria lavra. August day Song (Bebel Gilberto, Nina Miranda e Chris Frank, 2000) e Simplesmente (Bebel Gilberto, Didi Gutman e Marius De Vries, 2004) - faixa bilíngue, cantada de início em inglês - são exemplos dos limites da compositora. De todo modo, In Rio - que chega às lojas sem um áudio 5.1 ou DTS, embora seu áudio 2.0 seja de ótimo nível - cumpre a função de resumir a obra de Bebel. É a primeira vez que a cantora registra Preciso dizer que te amo - parceria de Bebel com Cazuza (1958 - 1990) e Dé Palmeira lançada pela autora em obscuro EP de 1986 - após ter feito sucesso mundial. Já o samba-rap Na palma da mão - gravado com o rapper mineiro Flávio Renegado, compositor do tema que cita na letra um verso do samba Na cadência do samba Ataulfo Alves e Paulo Gesta, 1950) - é novidade na voz da cantora. Intérprete pálida, Bebel tira todo o brilho do reggae Sun is shining (Bob Marley, 1971) com sua bossa eletrônica - em registro ouvido no DVD em clipe filmado na orla carioca - e recebe o tio Chico Buarque para dueto terno em Samba e amor (Chico Buarque, 1969). Gravado em estúdio, o registro de vozes e violão figura no CD e no DVD, para o qual foi gravado um clipe em preto e branco. Tudo a ver com o canto descolorido de Bebel Gilberto, que foca o Rio a partir de visão estrangeira, de gringo. Tanto que, não por acaso, a releitura insossa de Rio (Simon Le Bon, Andy Taylor, John Taylor, Roger Taylor e Nick Rodes), sucesso do grupo inglês Duran Duran em 1982, figura no requentado primeiro registro ao vivo de Bebel Gilberto, um produto para exportação. Falta o calor do Rio!
Álbum 'Tudo' flagra Joyce Moreno em estado de graça como compositora
Resenha de CD
Título: Tudo
Artista: Joyce Moreno
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: * * * * 1/2
Título: Tudo
Artista: Joyce Moreno
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: * * * * 1/2
Tudo - álbum gravado por Joyce Moreno para o Japão em março de 2012 - ganha edição no Brasil quase um ano após ter sido editado no país que o encomendou. Somente por ser o primeiro álbum de inéditas autorais da compositora carioca desde Just a little bit crazy (2004) - CD lançado no Brasil com o título de Banda Maluca - Tudo já merece atenção do público que admira essa cantora projetada em escala nacional na virada dos anos 70 para os 80. De todo modo, trata-se de um dos melhores discos da artista. Em estado de graça como compositora, Joyce apresenta inspirada safra de inéditas compostas com certa diversidade rítmica, ainda que o samba seja o ritmo predominante no repertório. A agalopada Boiou (Joyce Moreno) é a obra-prima de Tudo, levando Joyce para a terra nordestina com um toque jazzy. Ambientada na praia carioca frequentada por Joyce desde o início de sua trajetória musical, Estado de graça (Joyce Moreno e Nelson Motta) cria um clima de bossa para a cantora dar voz aos versos que citam Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro, 1937) e que, ao fim, incorporam improvisada alusão a Só tinha de ser com você (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira, 1964). Em outro ponto carioca, mais para o Centro do Rio de Janeiro (RJ), o samba Puro ouro (Joyce Moreno) convida a mocidade para sambar e embute no chamado os apropriados vocais do coletivo Segunda Lapa - formado por Alfredo Del Penho, João Cavalcanti, Moyseis Marques e Pedro Miranda, cantores que foram à luta quando o samba mandou lhes chamar. "Toda sexta-feira / A moçada quer sambar", reitera Joyce nos versos iniciais de Quero ouvir João (Joyce Moreno e Paulo César Pinheiro), samba que traça, com a visão crítica do poeta, o mapa dos atuais sons do Rio de Janeiro, cidade partida até na música que abriga tanto o pancadão do funk quanto a levada cadenciada do reggae. "É tanta barulheira / Música de réveillon / Ninguém ouve nada, não / Ninguém ouve, não / É pau na moleira / Tudo feito pra dançar / De tanta besteira / O que é que ainda vai ficar?", questiona Joyce através dos versos nacionalistas do conservador Pinheiro, para quem basta um violão e uma voz. A de João, claro. João Gilberto, a quem Joyce de certa forma reverencia na atmosfera de bossa que aclimata Aquelas canções em mim (Joyce Moreno), bela música de amor que embute algum saudosismo. Sim, já temos um passado e, por isso, a impressionista Claude et Maurice (Joyce Moreno) tem arranjo vocal (de Maurício Maestro) que remete ao legado de grupos como Os Cariocas. Mais agitada, Tringuelingue é tema instrumental formatado com sons ambientes de uma praia e com vocalises que reiteram o senso rítmico de Joyce, cujo suingue propiciou sua descoberta pelos DJs europeus que a projetaram ao longo dos anos 90 na Inglaterra (país, aliás, onde Tudo está sendo lançado pelo selo britânico Far Out Recording neste mês de junho de 2013). De tom ensolarado, o samba Domingo de manhã (Joyce Moreno) reitera a carioquice entranhada no disco e perceptível também no Choro do anjo (Joyce Moreno), choro de toque jazzy e temática espiritualista. Samba dolente que abre a parceria de Joyce com Teresa Cristina, Sem poder dançar expõe feminilidade também embutida no cancioneiro da compositora que obteve sucesso popular justamente com um álbum intitulado Feminina (1980). Parceiro de Joyce em Pra você gostar de mim, samba cuja introdução remete à obra de Baden Powell (1937 - 2000), Zé Renato também figura em Tudo como cantor, dividindo com a anfitriã os versos de outro samba, Dor de amor é água (Joyce Moreno e Paulo César Pinheiro). No fim, a música-título Tudo (Joyce Moreno) restaura o clima de bossa e reitera a inspiração da safra autoral registrada pela cantora e compositora neste disco produzido pela própria Joyce com o baterista Tutty Moreno, integrante com o pianista Hélio Alves e o baixista Rodolfo Stroeter da banda que construiu a sonoridade precisa deste grande álbum em que, como diz a bonita faixa-título, tudo é poesia, melodia e harmonia. Enfim, tudo é uma canção.
'Love lust faith + dreams' estende a viagem épica do 30 Seconds to Mars
Resenha de CD
Título: Love lust faith + dreams
Artista: Thirty Seconds to Mars
Gravadora: Virgin Records / EMI Music
Cotação: * * * 1/2
Primeiro álbum do grupo norte-americano Thirty Seconds to Mars desde This is war (2009), Love lust faith + dreams - disco já posto à venda no Brasil pela EMI Music em edição dupla acrescida de DVD que exibe os documentários Middle-East e Paris - dá sequência à viagem épica desse trio de rock liderado por Jared Leto, mentor, vocalista e principal compositor da banda. Love lust faith + dreams apresenta 12 músicas inéditas de autoria exclusiva de Leto e produzidas pelo próprio Leto com o auxílio de Steve Lillywhite, copiloto de quatro faixas. O tom épico é perceptível já na faixa de abertura, Birth. Destaque do repertório com sua pegada que remete (em alguma passagens) à vibração do rock de arena do grupo inglês Queen, Conquistador já havia sido mostrada em vídeo antes do lançamento do álbum - assim como o atual single, Up in the air, rock também moldado para as massas. Sem se desviar da rota habitual do Thirty Seconds to Mars, Love lust faith + dreams gravita em torno do rock, eventualmente experimentando desbravar territórios ainda pouco explorados. A rica textura industrial de The race - faixa encorpada com coro de arena - e as altas doses de eletrônica de City of angels dão certo ar de novidade ao (bom) disco. Com cordas orquestradas com inventividade, Pyres of varanasi - outro tema formatado com dose farta de eletrônica - expõe o tom artesanal com que o grupo trabalha sua música em estúdio. Entre rocks como Do or die e eventuais baladas, casos de Depuis le début e de End of all days, o Thirty Seconds to Mars segue sua jornada ciente de que a música também pode ser uma forma de arte. Boa viagem!!
sábado, 15 de junho de 2013
Baleiro põe 'Manteiga' de Martinho ao estrear o show 'Piano e voz' no Rio
Samba lançado por Martinho da Vila em 1977, Manteiga de garrafa não integra o roteiro original do show Piano e voz, de Zeca Baleiro. No entanto, por conta da presença de Martinho na plateia do Teatro Bradesco em 14 de junho de 2013, o cantor e compositor maranhense inseriu de improviso o samba no roteiro da primeira apresentação no Rio de Janeiro (RJ) do show Piano e voz, no qual Baleiro divide o palco somente com Adriano Magoo (piano, sintetizadores, samplers e acordeon). O artista pôs Manteiga de garrafa logo após cantar outro samba do compositor fluminense, Disritmia (1974), e revelar ao público que pensa em gravar no futuro um disco com lados B da obra de Martinho. Contudo, a maior novidade do roteiro de Piano e voz são as duas músicas inéditas de autoria de Baleiro, Tarde de chuva e Tomie Othake, apresentadas no show. A bela Tarde de chuva abre o roteiro, como Baleiro se acompanhando ao piano - como visto na foto de Rodrigo Amaral - antes de chamar ao palco "o pianista de verdade" que divide a cena com o cantor. Eis o roteiro seguido por Zeca Baleiro na estreia carioca do show Piano e voz, no Teatro Bradesco, em 14 de junho de 2013:
1. Tarde de chuva (Zeca Baleiro) - música inédita
2. Não adianta (Sérgio Sampaio, 1972)
3. Esotérico (Gilberto Gil, 1976)
4. Fiz esta canção (Zeca Baleiro e Mathilda Kovak, 2002)
5. Zás (Zeca Baleiro e Wado, 2012)
6. Uma canção no rádio (Filme antigo) (Zeca Baleiro e Fagner, 2009)
7. Dia branco (Geraldo Azevedo e Renato Rocha, 1981)
8. Paralelas (Belchior, 1975)
9. Espinha de bacalhau (Severino Araújo, 1937)
10. Me deixa em paz (Monsueto e Airton Amorim, 1951)
11. Tomie Othake (Zeca Baleiro) - música inédita
12. Flores no asfalto (Zeca Baleiro, 2005)
- com citação de Você (Tim Maia, 1971)
13. Calma aí, coração (Zeca Baleiro e Hyldon, 2012)
14. Disritmia (Martinho da Vila, 1974)
15. Manteiga de garrafa (Martinho da Vila, 1977)
16. Babylon (Zeca Baleiro, 2000)
17. Bandeira (Zeca Baleiro, 1997)
18. Suíte do quelemeu (temas folclóricos recolhidos por Tavinho Moura)
Bis:
19. Telegrama (Zeca Baleiro, 2002)
20. Quase nada (Zeca Baleiro e Alice Ruiz, 2000)
- com citação de As aparências enganam (Tunai e Sérgio Natureza, 1979)
Zizi volta à Eldorado, gravadora da sua virada, com 'Tudo se transformou'
Zizi Possi vai lançar pela gravadora Eldorado seu CD e DVD Tudo se transformou, gravados ao vivo em shows feitos pela cantora na casa Tom Jazz, em São Paulo (SP), em 17 e 18 de agosto de 2012. O quarto registro ao vivo de show de Zizi vai ser lançado no segundo semestre deste ano de 2013. Foi pela ora reativada gravadora Eldorado que Zizi lançou, em 1991, Sobre todas as coisas, CD que consolidou a guinada artística ensaiada no anterior Estrebucha baby (1989).
Kassin traz Pedro Sá para dar forma ao 'Gigante gentil' de Erasmo Carlos
Postada por Erasmo Carlos em sua página oficial no Facebook, a foto vista acima flagra o Tremendão em estúdio, no Rio de Janeiro (RJ), durante os ensaios para a gravação de seu 28º álbum, intitulado Gigante gentil. Como visto na foto, o produtor Kassin (à esquerda) arregimentou músicos como o guitarrista Pedro Sá (à direita) para dar forma ao primeiro álbum de inéditas de Erasmo desde Sexo (2011). O CD vai sair no segundo semestre de 2013.
Jamie Cullum vibra na eletricidade pop e jovial do enérgico 'Momentum'
Resenha de CD
Título: Momentum
Artista: Jamie Cullum
Gravadora: Island / Universal Music
Cotação: * * * 1/2
Título: Momentum
Artista: Jamie Cullum
Gravadora: Island / Universal Music
Cotação: * * * 1/2
Precedido em fevereiro de 2013 por ousada releitura de Love for $ale, na qual Jamie Cullum adiciona batidas contemporâneas e o rap de Roots Manuva ao standard lançado em 1930 pelo compositor norte-americano Cole Porter (1891 - 1964), o sexto álbum de estúdio do cantor, compositor e pianista britânico, Momentum, tende bem mais para o pop do que para o jazz. Contudo, como não deve haver supremacia de um gênero sobre o outro, o disco que marca a estreia de Cullum na gravadora Island resulta vibrante em faixas como The same things (Jamie Cullum e Ben Cullum), Everything you didn't do (Jamie Cullum) - turbinada ao fim com enérgico coro - e Edge of something (Jamie Cullum e Steve Booker). Tal vivacidade atravessa todo o álbum, mesmo em faixas em tese mais serenas, como as autorais baladas como Sad, sad world (Jamie Cullum) e Take me out (of myself) (Jamie Cullum). Entre o suingue que evoca a era das big-bands na irônica When i get famous (Jamie Cullum) e a introspecção da bela Pure imagination (Leslie Bricusse e Anthony Newley), inspirado cover do tema do filme A fantástica fábrica de chocolate (1971), Jamie Cullum reitera sua pegada jovial neste álbum que sucede The pursuit (2009) e que é bom momento da trajetória deste cantor vivaz que sabe soar pop sem cair na vala comum do gênero. Parece simples, mas tal equilíbrio é delicado.
Elba articula com Alceu retomada do projeto 'Grande encontro' para DVD
Elba Ramalho aproveitou um encontro com Alceu Valença nos bastidores do 24º Prêmio da Música Brasileira - em cerimônia realizada em 12 de junho de 2013 no Rio de Janeiro (RJ) - para articular com o cantor a retomada do projeto O grande encontro com o objetivo de fazer um registro ao vivo de show do quarteto para edição em DVD. Já existe um registro audiovisual de show do grupo - originalmente formado por Alceu, Elba, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho - mas essa gravação ao vivo, feita em 2000, não contou com a presença de Alceu. A ideia de Elba - em foto de Lívio Campos - é reunir o quarteto, formado em 1996 a partir da reunião de Zé e Geraldo no show Dueto, para festejar os 20 anos do (bem-sucedido) encontro.
'Reencarnado' como Snoop Lion, Dogg faz simulacro de disco de reggae
Resenha de CD
Título: Reincarnated
Artista: Snoop Lion
Gravadora: RCA Records / Sony Music
Cotação: * *
Título: Reincarnated
Artista: Snoop Lion
Gravadora: RCA Records / Sony Music
Cotação: * *
Parece invenção, mas é verdade. Snoop Dogg - um dos rappers norte-americanos que sempre fizeram frutificar a semente da violência cultivada por boa parte do universo hip hip dos EUA desde que despontou na indústria do disco há 20 anos com o álbum Doggystyle (1993) - de repente se converteu à ideologia rastafari, adotou o nome artístico de Snoop Lion e passou a se apresentar como a reencarnação de Bob Marley (1945 - 1981), mesmo tendo nascido em 1971, dez anos antes da saída de cena do cantor e compositor jamaicano, cuja obra levou o reggae a extrapolar nos anos 70 os limites geográficos de sua terra natal, numa era pré-internet. Reincarnated, o 12º álbum de Snoop, recém-lançado no Brasil pela Sony Music, é a materialização da súbita conversão do artista ao mundo rastafari. Embora tenha sonoridade atual, Reincarnated segue com certa fidelidade a cartilha de um disco de reggae. E o fato é que, a despeito de ser em essência um simulacro, traz alguns bons reggaes, notadamente Rebel way e So long. Faixa produzida por Major Lazer (um dos pilotos do disco em time formado por Dre Skull e Ariel Rechtshaid), Get Away - uma das três músicas gravadas com os vocais da cantora norte-americana Angela Hunte - se desvia da trilha habitual do gênero para se jogar na pista da música eletrônica, rota também seguida por Fruit juice. Sim, há alta dose de eletrônica e de rap em Reincarnated, elementos presentes na atual cena de reggae. O rapper Drake, por exemplo, figura em No guns allowed, tema que reitera o discurso positivista e pacífico entranhado em todo o repertório. Recrutado no escaninho mais pop do hip hop, Akon também entra em sintonia com tal ideologia em Tired of running. A propósito, é sintomático que Reincarnated esteja sendo promovido com Ashtrays and heartbreaks, reggae de cepa puramente pop gravado por Snoop com a estrelinha teen Milley Cirus. Lion se diz a reencarnação de Bob Marley, mas curiosamente conserva o forte tino comercial de Dogg.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Antologia dupla prova que cancioneiro de Dominguinhos é de toda a MPB
A vasta obra do cantor, compositor e sanfoneiro pernambucano José Domingos de Moraes, o Dominguinhos, é alvo de antologia dupla idealizada por Alice Soares, da Universal Music. Selecionado por Rodrigo Faour, autor do texto biográfico escrito para o encarte da coletânea posta nas lojas neste mês de junho de 2013, o repertório de Dominguinhos é de todos - Uma antologia mostra que o cancioneiro de Dominguinhos sempre foi alvo de gravações dos nomes mais expressivos da MPB. No CD 1, Todos cantam Dominguinhos, estrelas da MPB dão vozes a conhecidas canções do artista, em geral (belas) toadas de tonalidade romântica. Já no CD 2, Dominguinhos canta e toca, é o próprio artista que entra em cena para mostrar outras músicas de seu repertório, inclusive três temas instrumentais. É o disco que concentra as músicas menos ouvidas do cancioneiro de Seu Domingos. Eis as músicas, os anos das gravações ouvidas na (ótima) compilação e os intérpretes de Dominguinhos é de todos - Uma antologia:
CD 1 – Todos cantam Dominguinhos
1. Eu só quero um xodó (1973) – Gilberto Gil
2. De amor eu morrerei (1974) – Gal Costa
3. Tantas palavras (1984) – Chico Buarque
4. Pedras que cantam (1998) – Paulinho Moska e Zé Ramalho
5. Carece de explicação (1979) – Fafá De Belém
6. Vem ficar comigo (1987) – Elba Ramalho
7. Contrato de separação (1979) – Nana Caymmi
8. Dedicado a você (1989) – Zizi Possi
9. Sem saída (1989) – Elba Ramalho
10. Isso aqui tá bom demais (1998) – Trio Nordestino e Zeca Baleiro
11. Chegando de mansinho (1977) – Com Nara Leão
12. Te cuida, rapaz (1977) – Emílio Santiago
13. Além da última estrela (1992) – Maria Bethânia
14. As unhas (1980) – Tânia Alves
15. Coberto de razão (1982) – Ângela Maria
16. De volta pro aconchego(1985) – Elba Ramalho
2. De amor eu morrerei (1974) – Gal Costa
3. Tantas palavras (1984) – Chico Buarque
4. Pedras que cantam (1998) – Paulinho Moska e Zé Ramalho
5. Carece de explicação (1979) – Fafá De Belém
6. Vem ficar comigo (1987) – Elba Ramalho
7. Contrato de separação (1979) – Nana Caymmi
8. Dedicado a você (1989) – Zizi Possi
9. Sem saída (1989) – Elba Ramalho
10. Isso aqui tá bom demais (1998) – Trio Nordestino e Zeca Baleiro
11. Chegando de mansinho (1977) – Com Nara Leão
12. Te cuida, rapaz (1977) – Emílio Santiago
13. Além da última estrela (1992) – Maria Bethânia
14. As unhas (1980) – Tânia Alves
15. Coberto de razão (1982) – Ângela Maria
16. De volta pro aconchego(1985) – Elba Ramalho
CD 2 - Dominguinhos canta e toca
1. Lamento sertanejo (Forró do Dominguinhos) (1979)
2. Chega morena (1979)
3. O sertão te espera (1978)
4. Tenho sede (1976)
5. Sete meninas (1975) – com o Quinteto Violado
6. Eu vou de banda (1975)
7. Veja (1976)
8. De trás do meu quintal (1977)
9. De Altamira a Campina Grande (1979) - Instrumental
10. A costureira (1979)
12. Xote da gameleira (1977)
13. Tema de um sanfoneiro (1980) – Tema instrumental do filme Bye bye Brasil
14. Catingueira fulorou (1977)
15. Pode morrer nessa janela (1979)
16. Salve-se quem puder (1988) – com Elba Ramalho
17. Forró do sertão (1976)
18. Saxofone, por que choras? (1978) – Instrumental
2. Chega morena (1979)
3. O sertão te espera (1978)
4. Tenho sede (1976)
5. Sete meninas (1975) – com o Quinteto Violado
6. Eu vou de banda (1975)
7. Veja (1976)
8. De trás do meu quintal (1977)
9. De Altamira a Campina Grande (1979) - Instrumental
10. A costureira (1979)
12. Xote da gameleira (1977)
13. Tema de um sanfoneiro (1980) – Tema instrumental do filme Bye bye Brasil
14. Catingueira fulorou (1977)
15. Pode morrer nessa janela (1979)
16. Salve-se quem puder (1988) – com Elba Ramalho
17. Forró do sertão (1976)
18. Saxofone, por que choras? (1978) – Instrumental
Pinheiro vai de Freddie a Taiguara, passando por Caetano, no CD 'Julho'
Duas músicas do compositor uruguaio Taiguara (1945 - 1996), Hoje (1970) e Teu sonho não acabou (1972), ganham a voz de João Pinheiro em Julho, CD que o cantor e compositor carioca vai lançar em 8 de julho de 2013. O artista regrava também música do cantor inglês Freddie Mercury (1946 - 1991), I was born to love you (1985). O repertório inclui também regravações de Muito romântico (Caetano Veloso, 1977) e De fogo, luz e paixão (Marcelo e Ney Costa) - música do primeiro álbum do cantor carioca Marcelo, gravada em 1978 com a participação de Gal Costa - entre inéditas de autoria de Pinheiro como Lapsos e Deixa eu cuidar de você (parceria com Tony Dorea). A atriz Hermila Guedes é a convidada de Tudo que eu tenho, versão em português de Everything i own (David Gates), megahit do grupo norte-americano Bread. Tal versão foi gravada pelo grupo The Fevers em 1972, mesmo ano em que o Bread lançou a música com sucesso mundial. Parceiro de Sade, cuja obra já foi abordada pelo artista no CD João canta / sings Sade (2008), Martin Ditcham compôs Live life para o cantor carioca. Produzido por André Agra, o CD Julho vai ser editado pela Sala de Som Records.
Ricky Martin lança 'Come with me', o 'single' de seu décimo álbum solo
À venda nas lojas digitais a partir desta sexta-feira, 14 de junho de 2013, o single Come with me, do cantor Ricky Martin, é o aperitivo do décimo álbum solo do astro porto-riquenho. Come with me joga Martin na pista do dance pop e tem produção assinada pela dupla australiana DNA, formada por Anthony Egizii e David Musumeci. O álbum que sucede Música + alma + sexo vai ser gravado pelo artista em Miami (EUA), devendo chegar às lojas até o fim do ano.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Prince joga na rede outra música inédita, gravada com a cantora Ledisi
Prince jogou na rede mais uma música inédita, Ain't gonna miss u when u're gone, gravada com a participação da cantora norte-americana Ledisi. Ain't gonna miss u when u're gone sucede outras músicas inéditas lançadas na internet pelo cantor e compositor norte-americano desde o fim de novembro de 2012. Boyfriend, That girl thang, Rock and roll love affair, Screwdriver, Breakfast can wait e Same page, different book são algumas dessas músicas que, em tese, formariam o repertório inédito de um álbum que seria intitulado Plectrum electrum.
24º Prêmio da Música atesta duplamente vigor de Bosco, Moraes e Zélia
João Bosco (foto), Moraes Moreira e Zélia Duncan foram alguns dos principais vencedores da 24ª edição do Prêmio da Música Brasileira em noite de gala que lotou o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro (RJ), em 12 de junho de 2013. Bosco, Moraes e Zélia ganharam dois troféus na cerimônia apresentada pela cantora com Adriana Calcanhotto. Bosco concentrou os prêmios da categoria MPB por conta de seu retrospectivo CD/DVD 40 anos depois. Moraes teve reconhecido o vigor da safra de inéditas autorais de seu álbum A revolta dos ritmos, destaque da categoria Regional. Já Zélia Duncan foi eleita a melhor cantora da abrangente categoria Pop/rock/reggae/hip hop/funk por conta do CD Tudo esclarecido - Zélia Duncan canta Itamar Assumpção, eleito o melhor álbum do segmento. Aos 82 anos, Cauby Peixoto também se destacou na premiação, levando dois troféus, os de Melhor Cantor e Melhor Álbum (Minha serenata), na categoria Canção Popular. Único indicado nas categorias Arranjador e Projeto Especial por conta de três discos distintos, Mario Adnet foi obvia e inevitavelmente também um duplo vencedor, contemplado em ambas as categorias por conta do disco Vinicius & os maestros. Em premiação pontuada pela homenagem a Tom Jobim, mote do evento orquestrado pelo empresário José Maurício Machline (criador do Prêmio da Música Brasileira), a única vitória questionável foi a de Rodrigo Campos, contemplado como Revelação por seu segundo disco, Bahia fantástica. Afinal, o cantor e compositor paulista já tinha sido revelado há quatro anos com seu primeiro incensado álbum, São Mateus não é um lugar assim tão longe (2009). Eis (todos) os vencedores do 24º Prêmio da Música Brasileira:
Categoria MPB
Álbum: 40 anos depois - João Bosco
Cantor: João Bosco, pelo CD/DVD 40 anos depois
Cantora: Maria Bethânia, pelo CD Oásis de Bethânia
Grupo: Orquestra Imperial, pelo CD Fazendo as pazes com o swing
Categoria Pop / rock / reggae / hip hop / funk
Álbum: Tudo esclarecido - Zélia Duncan canta Itamar Assumpção
Cantor: Caetano Veloso, pelo disco Abraçaço
Cantora: Zélia Duncan, por Tudo esclarecido
Grupo: Titãs, pelo CD/DVD Cabeça dinossauro ao vivo 2012
Categoria Samba
Álbum: O samba da mais alta patente - Nelson Sargento
Cantor: Monarco, pelo CD A soberania do samba
Cantora: Alcione, pelo CD/DVD Duas faces - Ao vivo na Mangueira
Grupo: Quinteto em Branco e Preto, pelo CD Quinteto
Categoria Regional
Álbum: A revolta dos ritmos - Moraes Moreira
Cantor: Moraes Moreira, pelo CD A revolta dos ritmos
Cantora: Elba Ramalho, pelo álbum Vambora lá dançar
Dupla: Kleuton e Karen, pelo CD A viola permanece
Grupo: Orquestra Popular da Bomba do Hermetério, pelo CD Cabeça no mundo
Categoria Canção Popular
Álbum: Minha serenata - Cauby Peixoto
Cantor: Cauby Peixoto, pelo CD Minha serenata
Cantora: Ivete Sangalo, pelo CD Real fantasia
Dupla: Victor & Leo, pelo CD/DVD Ao vivo em Floripa
Grupo: Banda Eva, pelo álbum duplo Conexão nagô / Rede tambor
Categoria Instrumental:
Álbum: Villa-Lobos superstar - Pau Brasil
Solista: Raul de Souza, pelo CD O universo musical de Raul de Souza
Grupo: Pau Brasil, pelo álbum Villa-Lobos superstar
Álbum projeto especial: Vinicius & os maestros - Mario Adnet
Álbum infantil: Par ou ímpar ao vivo - Kleiton & Kledir + Grupo Throll
Álbum eletrônico: Peregrino - Projeto CCOMA
Álbum erudito: Villa-Lobos & Friends - Nelson Freire
Álbum em língua estrangeira: Blubell & Black Tie - Blubell & Black Tie
Melhor canção: Carta de amor (Paulo César Pinheiro e Maria Bethânia)
Revelação: Rodrigo Campos, pelo CD Bahia fantástica
DVD: Alma lírica brasileira - Mônica Salmaso
Arranjador: Mario Adnet, por Vinicius & os maestros
Projeto visual: Fernando Young e Quinta-Feira, pela direção de arte do CD Abraçaço
Carminho e Zambujo brilham em prêmio com voo emocionado de 'Sabiá'
Canção do exílio escrita por Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994) com Chico Buarque em 1968, ano rebelde em que o AI-5 cassou os últimos resquícios de liberdade que havia no Brasil da época, Sabiá atravessou o oceano e levou o sentimento dos expatriados nacionais para bem longe no roteiro da 24ª edição do Prêmio da Música Brasileira em homenagem a Jobim. No caso, partindo do Rio de Janeiro (RJ) até Portugal. Os cantores lusitanos Carminho e António Zambujo - vistos em foto de Rodrigo Amaral - foram um dos pontos mais altos do roteiro musical da cerimônia conduzida pelas cantoras Adriana Calcanhotto e Zélia Duncan. Feita sob a direção musical de Jaques Morelenbaum, a interpretação emocionada de Carminho e Zambujo mereceu aplausos de pé da plateia de convidados que foi ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro na noite de 12 de junho de 2013. Sabiá voou alto sem sair do tom de Jobim e Chico.
Ney, Nana, Rosa e Salmaso dão o tom maior no prêmio que louvou Jobim
Marco inaugural da parceria de Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994) com Vinicius de Moraes (1913 - 1980), Se todos fossem iguais a você (1956) foi - na voz singular de Ney Matogrosso - o fecho majestoso dos onze números musicais da 24º edição do Prêmio da Música Brasileira, realizada no Rio de Janeiro (RJ) na noite de 12 de junho de 2013, sob a orquestração do empresário José Maurício Machline, idealizador do prêmio. Contudo, Ney - convocado na última hora para substituir Gal Costa, impossibilitada de se apresentar no evento por conta de forte resfriado - não foi o único intérprete que arrebatou o público de convidados que lotou o Theatro Municipal do Rio de Janeiro para ver a homenagem a Tom Jobim que norteou a fluente entrega dos prêmios. Logo no começo da cerimônia, aberta com Eu sei que vou te amar (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1959) no toque virtuoso de seis pianistas (Cristóvão Bastos, Gilson Peranzzetta, Leandro Braga, João Carlos Coutinho, João Carlos Martins e Wagner Tiso), Nana Caymmi reiterou que é senhora cantora ao dar voz a Por causa de você (Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran, 1957), incluída no roteiro informativo de Francisco Bosco para representar a parceria de Tom com Dolores Duran (1930 - 1959). Por sua vez, Rosa Passos mostrou que sabe tudo da arte de cantar ao remodelar Inútil paisagem (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira, 1963) com sua divisão e sua bossa toda própria. Já Mônica Salmaso - intérprete escalada para cantar Derradeira primavera (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes) em tom camerístico - provou para quem tem ouvidos atentos que é uma das maiores cantoras do Brasil de todos os tempos. Outra dona do dom, Leny Andrade estava em casa ao reviver o samba Brigas nunca mais (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1959) em charmoso trio formado com Leila Pinheiro - seguríssima, como de hábito, em Desafinado (Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça, 1959) - e com Tulipa Ruiz, estranha no ninho que logo se ambientou ao defender Garota de Ipanema (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1962) em interpretação depois dividida com Leila e Leny. Colega de geração de Tulipa, Céu foi a nota dissonante da noite ao interpretar Insensatez (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1962) sem brilho e sem emoção. Céu parecia fora do tom da direção musical do maestro Jaques Morelenbaum, autor dos arranjos. Maria Gadú não chegou a ficar fora do tom, mas pecou ao inventar moda em Chega de saudade (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958), pedra fundamental na revolução estética causada pela Bossa Nova, e diluiu a bossa do tema. À frente da Nova Banda, Danilo Caymmi tropeçou na letra de Wave (Antonio Carlos Jobim, 1967) em número que destacou a a presença de Paula Morenlenbaum. João Bosco tratou Dindi (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira, 1959) com elegância sem de fato arrebatar a plateia. Proeza conseguida pelos cantores portugueses António Zambujo e Carminho, que voaram alto em pungente dueto em Sabiá (Antonio Carlos Jobim e Chico Buarque, 1968), merecendo aplausos de pé. Em tom maior, Carminho e António Zambujo se destacaram na cerimônia conduzida pelas cantoras Adriana Calcanhotto (mais dura ao dizer aos textos, embora tenha arrancado risos da plateia com alguns comentários espirituosos) e Zélia Duncan (desenvolta no papel de apresentadora da festa-show). No tom eterno de Jobim, a 24º edição do Prêmio da Música Brasileira transcorreu ágil, reverente à soberania do maestro celebrado na noite e, em alguns momentos, arrebatadora por conta dos cantos em tom maior de António Zambujo, Carminho, Mônica Salmaso, Nana Caymmi, Ney Matogrosso e Rosa Passos - vistos na premiação em fotos de Rodrigo Amaral. Se todos fossem iguais a eles...
Tributo aos que saíram de cena abre o 24º Prêmio da Música Brasileira
O saudoso cantor carioca Emílio Santiago (1946 - 2013) foi o nome mais aplaudido pelo público do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (RJ) dentre os quatro artistas homenageados pelo empresário José Maurício Machline na noite de 12 de junho de 2013, na abertura da cerimônia do 24º Prêmio da Música Brasileira, no Rio de Janeiro (RJ). Machline saudou quatro artistas que saíram de cena neste primeiro semestre de 2013. Além de Emílio, foram lembrados o cantor e compositor mineiro Marku Ribas (1947 - 2013), o compositor paulista Paulo Vanzolini (1924-2013) e o cantor e compositor paulista Alexandre Magno Abrão (1970-2013), o Chorão.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Marcelo Nova apresenta '12 fêmeas', disco de inéditas pautado por violão
Sem apresentar repertório novo desde o CD O galope do tempo (2005), Marcelo Nova lança 12 fêmeas, seu primeiro disco de inéditas autorais em oito anos. A capa do CD expõe o roqueiro baiano no traço de sua mulher, Inês. Disponível no iTunes desde 30 de abril, o álbum combina violões e guitarras distorcidas. Baladas como A minha inveja e Claro como a luz (Escuro como breu) figuram no repertório entre músicas como Blue eyes (faixa cantada em português, e não em inglês, como faz supor o título da música), Inverno impiedoso, O nome do jogo (exemplo da predominância do violão nos arranjos do disco), Sinais de fumaça e Temporada no inferno.
Cantores regravam hits de novelas dos anos 80 na 5ª edição do 'Barzinho'
Daniela Mercury (foto) é um dos 22 nomes confirmados na gravação da quinta edição do projeto Um barzinho, um violão, idealizado pelo produtor Max Pierre. A gravação ao vivo dos dois volumes do CD/DVD do quinto título da série - dedicado aos temas de novelas dos anos 80 - está agendada para 17 e 18 de junho de 2013, no Rio de Janeiro (RJ), em evento restrito a convidados. Cada cantor dará voz a duas músicas. Os CDs/DVDs serão editados pelo selo ZecaPagodiscos com distribuição da gravadora Universal Music. O primeiro volume tem lançamento previsto para setembro de 2013. O segundo vai chegar às lojas somente em 2014. O repertório selecionado para o projeto Um barzinho, um violão - Novela 80 inclui músicas como Brasil (Cazuza, George Israel e Nilo Romero), É (Gonzaguinha), Enredo do meu samba (Dona Ivone Lara e Jorge Aragão), Luiza (Tom Jobim), Menino do Rio (Caetano Veloso) e Oceano (Djavan), entre outros temas. Eis, por data, os 22 cantores escalados para a gravação:
17 de junho de 2013:
1. Paula Fernandes
2. Ivete Sangalo
3. Alexandre Pires
4. Chitãozinho & Xororó
5. José Augusto
6. Sandy
7. Zeca Pagodinho
8. Guilherme Arantes
9. Ellen Oléria
10. Toni Garrido
11. Liah Soares
18 de junho de 2013:
1. Xande de Pilares
2. Michel Teló
3. Thiaguinho
4. Jorge Vercillo
5. Mariene de Castro
6. Daniela Mercury
7. Mumuzinho
8. Marina Elali
9. Fernanda Abreu
10. Vander Lee
11. Luiza Possi
Obra de Itamar Assumpção se espalha dez anos após a morte do criador
Seria exagero dizer que, há exatos dez anos, o Brasil chorou a morte de Itamar Assumpção (13 de setembro de 1949 - 12 de junho de 2003). A precoce saída de cena do compositor paulista entristeceu somente a pequena parcela do público que ouvia a obra do Nego Dito, então aparentemente indissociável do movimento dos anos 80 rotulado como Vanguarda Paulista. A fina ironia é que, uma década após a morte de seu criador, essa obra soa mais pop, mais acessível. Cantores como Ney Matogrosso e, sobretudo, Zélia Duncan abriram a Caixa Preta - nome do box editado em 2010 com todos os álbuns de Itamar - e mostraram aos seus respectivos públicos que não havia nenhum bicho de sete cabeças nesse cancioneiro. Ney canta três músicas de Itamar em seu antenado show Atento aos sinais (2013). Zélia foi mais além e - sob a produção de Kassin - gravou disco inteiramente dedicado ao cancioneiro de Itamar, Tudo esclarecido (2012), que tirou a palavra difícil do dicionário do compositor. Uma das músicas do CD, a então inédita A gruta da solidão (Itamar Assumpção), toca na trilha sonora de Sangue Bom, a atual novela das 19h da TV Globo. Às próprias custas, Nego Dito ergueu obra íntegra que sobrevive à sua saída de cena. Fique atento aos sinais: Itamar Assumpção vive e está em toda a parte, tendo extrapolado o circuito Sampa midnight. O Brasil de hoje, 12 de junho de 2013, lamenta mais a partida (precoce) do artista do que há exatos dez anos.
Alcione faz sua festa em disco 'com mais sambas e norteado pela alegria'
Nas lojas na segunda quinzena deste mês de junho de 2013, em edição do selo Marrom Music distribuída pela gravadora Biscoito Fino, o 38º álbum de Alcione, Eterna alegria, concilia vários estilos de samba ao longo de suas 15 músicas. Uma faixa-bônus - a balada Amor surreal (Michael Sullivan e Carlos Colla), gravada pela cantora em 2012 para a trilha sonora da novela Salve Jorge - foi adicionada ao repertório essencialmente inédito do disco nascido de uma conversa de Alcione com sua irmã, produtora e empresária Solange Dias Nazareth. "O Brasil é um país que tem uma festa, um pagode em cada esquina. E o brasileiro é conhecido pelo bom humor e por sua eterna alegria. Mas é tanta coisa ruim estampada, diariamente, pelos veículos de comunicação... Este também foi um dos motivos que nos levaram a optar pela gravação de um disco com mais sambas e norteado pela alegria", conceitua Alcione. Eis as 16 faixas de Eterna alegria, CD em que a alegre Marrom dá voz a músicas inéditas de Arlindo Cruz, Djavan, Serginho Meriti, Xande de Pilares e Zeca Pagodinho, entre outros compositores:
1. Eterna alegria (Júlio Alves, Ramirez, Carlos Jr. e Alex Almeida)
2. Êh, êh (Djavan e Zeca Pagodinho)
3. Bate palma aê (Paulinho Carvalho e Cacá Franklin)
4. Produto brasileiro (Xande de Pilares, Gilson Bernini e Brasil do Quintal)
5. Sentença (Serginho Meriti, Claudemir e Ricardo Moraes)
6. Pontos finais (Ana Carolina, Chiara Civelllo e Dudu Falcão)
7. Por ser mulher (Jorge Aragão)
8. A dona sou eu (Paulinho Rezende e Nenéo)
9. Sem palavras (Francis Hime e Thiago Amud)
10. Direitos iguais (Sereno e André Renato)
11. Difícil de aturar (Max Viana, Arlindo Cruz e Fred Camacho)
12. Conversa fiada (Júlio Alves, Carlos Jr., Ramirez e Alex Almeida)
13. Chapéu de couro (tema de domínio público) - adaptação de Papete e Manuel Pacífico
14. Ogum chorou que chorou (Arlindo Cruz)
15. Magia do palco (Altay Velloso)
16. Amor surreal (Michael Sullivan, Carlos Colla e Miguel Plopschi) - faixa-bônus
Pausas, repetições e problemas técnicos esmaecem gravação de Paula
Título: Multishow ao vivo Paula Fernandes
Artista: Paula Fernandes (em foto de Roberto Filho, da Ag. News)
Local: HSBC Arena (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 8 de junho de 2013
Cotação: * *
"Não rolou a saia... Agora também não quero mais". O comentário irritado feito por Paula Fernandes no palco da HSBC Arena, diante das oito mil pessoas que foram assistir ao show feito pela artista mineira no Rio de Janeiro (RJ) em 8 de junho de 2013, traduziu o clima de impaciência que dominou a gravação ao vivo do CD, DVD e blu-ray Multishow ao vivo Paula Fernandes. A saia a que a cantora se referiu no comentário era o adereço cênico que a equipe técnica da gravação não conseguiu pôr no palco durante a música Mineirinha ferveu (Paula Fernandes e Zezé Di Camargo). Detalhe que ampliou a tensão que pontuou um show que tinha tudo para ser festivo. Problemas técnicos (sobretudo com o telão de LED posicionado atrás do cenário bucólico que evocava uma propriedade rural), atrasos (geradores de vaias antes do início do show) e repetições de músicas por conta de questões técnicas tornaram arrastado o segundo registro ao vivo de show da cantora e compositora mineira, campeã de vendas no segmento sertanejo pop. Foi tudo tão atribulado que o cocô feito no palco pelo cavalo Ciclone - convidado das músicas ruralistas Jeito de mato (Maurício Santini e Paula Fernandes) e Céu vermelho (Paula Fernandes) - foi apenas mais um contratempo da gravação, que totalizou quatro horas. Embora a cantora tenha reciclado autênticas músicas sertanejas com os convidados Roberta Miranda (A majestade o sabiá, tema da própria Roberta) e Zezé Di Camargo & Luciano (Coração na contramão, parceria de Zezé com César Augusto), em números que se destacaram ao longo da gravação, inéditas autorais como Cartas no porão, Mistérios do tempo e Não fui eu sinalizaram que Paula vai permanecer dentro dos limites de sua roça pop. São músicas que seguem o estilo de sucessos como Sem você (Paula Fernandes e Victor Chaves) - lançado pela artista no CD Canções do vento sul (Sonhos e Sons, 2005) - e Se o coração viajar (Paula Fernandes), ambos rebobinados no roteiro. Seguindo com afinco a cartilha do sertanejo pop, a cantora apresentou também tema forrozeiro, Se liga, entre sucessos como Sensações (Paula Fernandes). Pena que as atribulações da gravação - a impressão é a de que não houve tempo suficiente para ensaio no palco da arena carioca - dinamitaram a fluência do show. Demoradas trocas de figurinos - alguns inacreditáveis - e frases feitas para acalmar os ânimos do público contribuíram para esmaecer a chata gravação ao vivo. Aparentemente fora de sintonia com o diretor do DVD, a mineirinha ferveu em cena.
Paula recebe a 'majestade' Roberta Miranda em gravação ao vivo no Rio
O dueto de Paula Fernandes com Roberta Miranda foi um dos pontos altos do show que vai dar origem ao segundo DVD e blu-ray da cantora e compositora mineira, Multishow ao vivo Paula Fernandes. A gravação ao vivo foi feita numa arrastada apresentação que totalizou quatro horas de duração e que foi marcada por sucessivas interrupções e repetições, testando a paciência do público que foi à HSBC Arena, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de sábado, 8 de junho de 2013. Emolduradas por bonito cenário bucólico que simulou um recanto ruralista, Paula Fernandes e Roberta Miranda - vistas em foto de Rodrigo Amaral - dividiram a interpretação de A majestade o sabiá, obra-prima do cancioneiro autoral da cantora e compositora paraibana. Ao ser lançada em 1985 por Jair Rodrigues, em gravação feita com a participação da dupla Chitãozinho & Xororó, A majestade o sabiá abriu as portas da indústria fonográfica para Roberta, espécie de precursora de Paula no universo sertanejo por conta de canções confessionais que fizeram de Roberta uma das grandes vendedoras de discos na segunda metade dos anos 80 e início da década de 90. O lançamento do CD, DVD e blu-ray Multishow ao vivo Paula Fernandes está previsto para outubro via gravadora Universal Music.
terça-feira, 11 de junho de 2013
Música de 1992 junta Paula e Zezé & Luciano em gravação ao vivo no Rio
Em 1993, quando Paula Fernandes lançou aos dez anos seu infantil primeiro álbum, Paula Fernandes (edição independente, 1993), a cantora e compositora mineira não gravou Coração na contramão (Zezé Di Camargo e César Augusto), mas já gostava dessa música lançada por Zezé Di Camargo & Luciano em 1992 no segundo álbum da dupla sertaneja. Era uma música que Paula adorava cantar em casa, para sua mãe ouvir, como atestou um áudio ouvido na gravação ao vivo do CD, DVD e blu-ray Multishow ao vivo Paula Fernandes, feita em show apresentado na HSBC Arena, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de sábado, 8 de junho de 2013. Por isso, Paula Fernandes formou trio com a dupla goiana - vista com a cantora na foto de Roberto Filho, da Ag. News - para cantar Coração na contramão. O número foi um dos bons momentos da gravação de quatro horas, que entrou pela madrugada de domingo, 9 de junho.
'Made in California' coleta registros inéditos dos Beach Boys em seis CDs
Festejados ao longo de 2012 com turnê e álbum de músicas inéditas, os 50 anos do grupo norte-americano The Beach Boys ainda rendem comemorações fonográficas neste ano de 2013. Com lançamento agendado nos Estados Unidos para 27 de agosto,o box Made in California reúne seis CDs com registros da banda inéditos em disco. Made in California foi idealizado no formato de anuário escolar que expõe reprodução do artigo My philosophy - escrito por Brian Wilson em 1959 nos seus tempos de estudante - e réplicas de álbuns antigos, além de fotos de arquivos e reproduções de textos escritos a mão por Wilson, Mike Love, Al Jardine, Bruce Johnston e David Marks. A seleção musical inclui gravações inéditas de músicas como Goin’ to the beach, California feelin’, Soul searchin’, You’ve lost that lovin’ feeling e You’re still a mystery. Além de takes alternativos de hits da banda, Made in California vai apresentar 17 inéditos registros ao vivo de músicas como Runaway (em gravação de 1965), Friends (1968), Little bird (1968), Wild honey (1972), It’s about time (1973), Wonderful (captada na turnê acústica de 1993) e Vegetables (da turnê de 1993) e Sail on, sailor (1995).
Jack Johnson reencontra Caldato Jr. em álbum anunciado por 'I got you'
Já em rotação na internet e nas rádios dos Estados Unidos, a canção acústica I got you anuncia o sexto álbum de estúdio e de inéditas de Jack Johnson, From here to now to you, que tem lançamento programado para 17 de setembro de 2013 via Brushfire Records. O álbum foi gravado no Mango Tree Studio, no Havaí. Sucessor de To the sea (2010), From here to now to you tem produção assinada por Mario Caldato Jr. - piloto do álbum mais bem-sucedido do cantor e compositor havaiano, In between dreams (2005). Eis, na ordem, as 12 faixas do CD:
1. I got you
2. Washing deashes
3. Shot reverse shot
4. Never fade
5. Tape deck
6. Don't believe a thing i say
7. As i was saying
8. You remind me of you
9. Radiate
10. Ones and zeros
11. Change
12. Home
1. I got you
2. Washing deashes
3. Shot reverse shot
4. Never fade
5. Tape deck
6. Don't believe a thing i say
7. As i was saying
8. You remind me of you
9. Radiate
10. Ones and zeros
11. Change
12. Home
'Fotografia' é o 'single' que promove álbum em que Vanessa canta Jobim
Música de 1959 que abre o roteiro do show em que Vanessa da Mata dá voz ao cancioneiro de Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994), Fotografia foi eleita o primeiro single do disco de estúdio produzido por Kassin com fidelidade ao espetáculo idealizado para o projeto Nívea Viva Tom Jobim. A gravação de Fotografia já pode ser ouvida no portal Deezer. O CD vai ser posto nas lojas pela gravadora Sony Music entre o fim deste mês de junho e o começo de julho de 2013.
'Ecos da rua' ressoa turbulência da selva das cidades e dá peso a Brunno
Título: Ecos da rua
Artista: Brunno Monteiro
Gravadora: Edição independente do artista
Cotação: * * * 1/2
"Tô de passagem / Sem sombra, sem memória e sem saudades", avisa Brunno Monteiro em Sem som (Brunno Monteiro e Marcelo H), uma das músicas de maior peso - em todos os sentidos - de seu primeiro álbum, Ecos da rua, jogado na rede em 2012 e lançado em CD neste mês de junho de 2013. A vivência deste cantor e compositor carioca pela partida cidade do Rio de Janeiro (RJ) é um dos motes deste disco que faz ressoar a turbulência e a efervescência das selvas urbanas. Mas Ecos da rua é produto também das memórias das passagens do artista por outras metrópoles igualmente selvagens, como Brasília (DF), por exemplo. Exposto na capa do CD, o mosaico assimétrico de imagens de prédios retrata bem o som urbano de Monteiro. Ecos da rua projeta compositor acima da média da cena indie e cantor eficaz ao dar voz a temas de textura roqueira como Pode parecer clichê (Brunno Monteiro) e Mau pra mim (Brunno Monteiro e Ivan Santos), faixa em que os metais orquestrados pelo trompetista Jessé Sadoc traduzem em sons a agitação urbana que pontua a maior parte de Ecos da rua. O som do disco está em total sintonia com o significado das músicas - mérito de Jr Tostoi, guitarrista que produziu o disco com precisão exemplar. As camadas do som da guitarra indomada de Tostoi encorpam músicas com Vem de vez (Brunno Monteiro e Ivan Santos). Com seus versos que apontam vazio existencial na caótica paisagem urbana, a faixa-título Ecos de rua (Brunno Monteiro e Omar Salomão) também traduz bem o conceito de um disco que bebe do rock sem evitar ruídos e distorções, mas que também transita pelo pop - notadamente em Na gaveta (Brunno Monteiro, Jr. Tostoi e Marcelo H.) - sem perder fôlego para mergulhar na fonte da MPB. Levada pelo ukelele e pela viola de dez cordas, instrumentos pilotados por Rodrigo Campello, Se entender (Brunno Monteiro e Marcelo H.) sereniza por instantes a pulsação urgente de Ecos da rua. Rótulos à parte, músicas como Peito aberto (Brunno Monteiro e Livia Mirre) - canção de arquitetura simples, mas sedutora - apontam compositor que merece ser ouvido com atenção, inclusive na esfera romântica. "Turbulências são apenas nuvens no caminho", minimiza o artista através de verso escrito pelo poeta Omar Salomão para a letra de Novo modo (Brunno Monteiro e Omar Salomão), faixa que, ao encerrar o disco, sinaliza que os embrutecidos na selva das cidades também amam. Ecos da rua dá peso a Brunno Monteiro.
Guineto agenda gravação de seu primeiro DVD para o segundo semestre
No embalo do lançamento de seu primeiro disco em onze anos, Cartão de visita (2012), Almir Guineto arquiteta a gravação de seu primeiro DVD, prevista para o segundo semestre de 2013. Intérprete de Corcel na tempestade (Almir Guineto e Adalto Magalha, 1987), Elba Ramalho já confirmou participação no registro ao vivo. Deverá regravar tal música em dueto com Guineto.
Produzida por Campello, Marianna Machado debuta com 'Coisas bonitas'
Sob a direção artística de Suely Mesquita, Marianna Machado vai tentar tentar se fazer ouvir neste país de cantoras com o lançamento de seu primeiro álbum, Coisas bonitas, nas lojas no início de julho de 2013 em edição independente. Produzido por Rodrigo Campello, o disco alinha 11 músicas inéditas em repertório que traz somente uma regravação, Bola de meia, bola de gude (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1980), música lançada pelo grupo mineiro 14 Bis. Nascida em Macaé (RJ), Marianna Machado - em foto de Guto Costa - dá voz a músicas dos compositores Marco Jabu e Vinicius Castro e a um tema inédito de Pretinho da Serrinha, Leandro Fab, Rogê e Gabriel Moura, O cara. Eis, na ordem, as 12 músicas de Coisas bonitas:
1. Cabeça d'água (Marco Jabu)
2. Luz no estio (Marianna Machado)
3. Deus da saudade (Marianna Machado) / Céu e mar (Suely Mesquita e Lucina)
4. A vela e a chama (Suely Mesquita e Eugenio Dale)
5. Chove (Marco Jabu)
6. Joguei no mar (Suely Mesquita)
7. Lar (Vinicius Castro)
8. Leve (Vinicius Castro)
9. O cara (Pretinho da Serrinha, Leandro Fab, Rogê e Gabriel Moura)
10. Bola de meia, bola de gude (Milton Nascimento e Fernando Brant)
11. Maria planeta (Marco Jabu)
12. Santos e orixás (Marianna Machado e Marco Jabu)
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