Título: Kitsch Pop Cult
Artista: Felipe Cordeiro
Gravadora: sem indicação
Cotação: * * *
No momento em que o Brasil abre seus ouvidos para os sons de Belém (PA) e arredores, Felipe Cordeiro busca aura cult em escala nacional com um segundo álbum de repertório autoral em que reprocessa o kitsch em tom moderninho, tentando conexão com a musicalidade indie paulista ao confiar a produção do sucessor de Banquete (2008) a André Abujamra. Cantor, compositor, guitarrista e tecladista paraense, Felipe é filho de Manoel Cordeiro, guitarrista e produtor musical atuante há tempos na cena pop nortista, tendo formatado a sonoridade de discos de cantores como Alípio Martins (1944 - 1997) e Beto Barbosa (rei já deposto da lambada). É da lavra de Manoel o tema instrumental Fim de Festa, rebobinado entre as demais músicas autorais do CD Kitsch Pop Cult. É a faixa em que Felipe mais expõe seu talento como guitarrista. No disco, recém-disponibilizado para download gratuito pelo artista em sua página no Facebook, Felipe procura linkar a tradição (carimbó, lambada) com a contemporaneidade (o tecnomelody) musical do Pará, estendendo à conexão a São Paulo (SP). Os diálogos teatrais com as backings vocals de Fanzine Kitsch (Felipe Cordeiro) remetem em tese à arquitetura da música de Itamar Assumpção (1949 - 2003), mas também evocam a teatralidade juvenil da carioquíssima Blitz. Como compositor, o artista se mostra especialmente inspirado em Legal e Ilegal (Felipe Cordeiro), híbrido de carimbó e cumbia em que relaciona bebidas e drogas a gêneros musicais. Mas tal inspiração vai se revelar rala mais adiante, em Embaraço (Felipe Cordeiro), faixa de textura eletrônica - na qual se identifica o d.n.a. musical do produtor André Abujamra - alocada já ao fim do disco, encerrado com a cumbia Historinha (Felipe Cordeiro), faixa que reitera a habilidade de Manoel Cordeiro como guitarrista. Enfim, no momento em que parece chique reprocessar o brega nortista, como o artista faz em Café Pequeno (Felipe Cordeiro e Dand M), Kitsch Pop Cult chega ao mercado fonográfico revestido em aura moderninha para (tentar) transformar o brega-chique Felipe Cordeiro na voz da vez.

8 comentários:
No momento em que o Brasil abre seus ouvidos para os sons de Belém (PA) e arredores, Felipe Cordeiro busca aura cult em escala nacional com um segundo álbum de repertório autoral em que reprocessa o kitsch em tom moderninho, tentando conexão com a musicalidade indie paulista ao confiar a produção do sucessor de Banquete (2008) a André Abujamra. Cantor, compositor, guitarrista e tecladista paraense, Felipe é filho de Manoel Cordeiro, guitarrista e produtor musical atuante há tempos na cena pop nortista, tendo formatado a sonoridade de discos de cantores como Alípio Martins (1944 - 1997) e Beto Barbosa (rei já deposto da lambada). É da lavra de Manoel o tema instrumental Fim de Festa, rebobinado entre as demais músicas autorais do CD Kitsch Pop Cult. É a faixa em que Felipe mais expõe seu talento como guitarrista. No disco, recém-disponibilizado para download gratuito pelo artista em sua página no Facebook, Felipe procura linkar a tradição (carimbó, lambada) com a contemporaneidade (o tecnomelody) musical do Pará, estendendo à conexão a São Paulo (SP). Os diálogos teatrais com as backings vocals de Fanzine Kitsch (Felipe Cordeiro) remetem em tese à arquitetura da música de Itamar Assumpção (1949 - 2003), mas também evocam a teatralidade juvenil da carioquíssima Blitz. Como compositor, o artista se mostra especialmente inspirado em Legal e Ilegal (Felipe Cordeiro), híbrido de carimbó e cumbia em que relaciona bebidas e drogas a gêneros musicais. Mas tal inspiração vai se revelar rala mais adiante, em Embaraço (Felipe Cordeiro), faixa de textura eletrônica - na qual se identifica o d.n.a. musical do produtor André Abujamra - alocada já ao fim do disco, encerrado com a cumbia Historinha (Felipe Cordeiro), faixa que reitera a habilidade de Manoel Cordeiro como guitarrista. Enfim, no momento em que parece chique reprocessar o brega nortista, como o artista faz em Café Pequeno (Felipe Cordeiro e Dand M), Kitsch Pop Cult chega ao mercado fonográfico revestido em aura moderninha para (tentar) transformar o brega-chique Felipe Cordeiro na voz da vez.
Vi esse cara um dias desse na tv gostei do jeito que ele leva seu som, muito bom!!!
Felipe Cordeiro é um ótimo compositor e bom cantor também. Na verdade este trabalho de estréia dele já está em rotação desde o ano passado na net, no meio alternativo.
soube que ele liberou o disco há alguns dias atrás para baixar
O disco dele vazou na net desde o ano passado... Você tá é desinformado...
Sim liberou acho q tem na página dele no facebook
Tenho o cd dele. Ele é fantástico. Não vejo a hora de aparecer mais pela região sudeste. Pois nem de Calypso vive o Pará, né?
Também acho que ele merecia mais atenção da regisão sudeste, um ótimo cantor e compositor! Mas infelizmente preferem dar mais espaço para Gaby Amarantos do que pra ele.
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